sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O vazio da saudade

   A saudade é o sentimento, que assim como o amor, não é possível entender nem tão pouco definir. Ela nos consome por dentro e abri um grande buraco na alma, sendo preenchido por lembranças de momentos que não voltam mais.

  Alguns sentem saudade de coisas que perderam e não podem ser restituídas causando uma incapacidade.  Essa é uma das piores. Dolorosa e sutil que vai se arrastando ao longo dos anos.  A lembrança de um amigo que mora distante. Alguém que partiu muito cedo. Objetos que trazem recordações de momentos marcantes.

  Uma caixa envelhecida com fotos e objetos guardada no canto do guarda-roupa. Quando a saudade resolve fazer uma visita, corre até lá e senta no chão. De repente parece estar em uma espécie de  museu pessoal e começa a 'matar a saudade'. Um bilhete de uma amiga da escola faz lembrar-se de momentos de travessuras no colégio. Uma cartinha de amor lembra seu primeiro beijo, e ai você percebe que coisas simples eram o que te deixava  feliz. E o diário? Mergulha nas suas anotações de coisas que marcaram aquela fase. Hoje, rir das bobagens que escrevia. Uma caixa envelhecida é capaz de arrancar gargalhadas e também lágrimas, pois a saudade faz você voltar a fases de superação.

  E as fotografias? Elas são capazes de guardar o exato momento de felicidade vivenciado pelas pessoas. Sentada no chão rodeada de recordações, as fotos fazem você fazer uma volta ao túnel do tempo. E recordar cada momento . Tenta mergulhar nas imagens a procura de lembranças daquele momento, e no seu interior a saudade fala por si 'Como eu era feliz'. As pessoas possuem o péssimo hábito e não viver totalmente o seu dia. E quando chega certa idade começa a lamentar do que deixou de fazer, e o que resta? A saudade de momentos vividos e também daqueles que passaram e você nem notou.

  Os sentimentos verdadeiros causam a saudade. Ela é a ponte entre as pessoas, e esse elo  não pode ser quebrado pela distância nem pelo tempo porque é algo verdadeiro.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Certo alguém

 Chega certo momento da vida que acreditamos que já vivemos tudo. Que a vida não tem mais nada de extraordinário para oferecer. Quando de repente surpreende e mostra que as coisas que a move é um ciclo interminável. Quando tudo parece que acabou, um novo ciclo está pronto para acontecer.
 O ciclo começa e acaba por colocar, de forma inesperada, pessoas que te fazem pensar e agir de forma diferente. Que desperta algo que até então parecia adormecido, um novo começo. Mas agora é diferente porque não é qualquer pessoa. É alguém que você jamais conheceu e que por isso senti medo de que tudo não passe de um sonho.
  Jamais poderia imaginar que um toque na mão esquerda pudesse significar tanto. Um gesto que acaba por aproximar duas pessoas vencidas pela timidez. Que sufoca o  desejo que senti pela incerteza dos sentimentos da outra pessoa.

   Humor  é uma das suas, digamos, armadilhas porque consegue prender nossa atenção, e quando percebemos já estamos envolvidos. Não mais por quem conta a história, mas pelo cara tímido que se esconde por trás dos seus personagens. O sentimento que provoca é uma grande curiosidade para descobri  quem se esconde.
  Encantamento talvez seja a melhor palavra para definir o que senti. Ele me cativou pela maneira de expressar-se. A forma como agia diante situações pelas quais passara, e mais que isso pelo seu jeito de ser. Em meio aos seus personagens (que imita muito bem) procurei encontrar o personagem protagonista que se escondia por trás de todos aqueles. 

  E mais uma vez a vida te surpreende, pois coloca pessoas especiais que trazem sentimentos únicos. Acaba por te fazer acreditar que sentimentos verdadeiros possam brotar.  E acreditar que uma simples mão esquerda pode significar carinho, respeito e companheirismo. E o que resta? Viver cada momento de forma intensa, sem se preocupar com o que possa vir depois. E esses momentos nem mesmo o tempo poderá me tirar.
E como diz Lulu Santos: “Quando um certo alguém desperta o sentimento é melhor não resistir e se entregar”.



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Só o tempo coloca as coisas nos seus respectivos lugares

  Por muito tempo guardei esse sentimento dentro de mim. Tentei arrancar, sufocar, mas nada adiantou.  E quando pensava que tudo tinha acabado você voltava.  Não queria sair da minha cabeça. Não consegui controlar esse sentimento, por isso me sentia tão mal.
 Incapaz.  Esse sentimento de incapacidade esteve comigo todo esse tempo. Incapaz de  esquecer alguém que convivi  tão pouco, mas que marcou muito. Aprendi muita coisa durante esse curto tempo que proporcionou meu crescimento pessoal. Disso não posso  negar.
  Disse adeus a um grande amor. Fiquei firme diante dos meus projetos de vida, podia ter largado tudo e ter ido embora com você. Ma hoje, tenho certeza que fiz a coisa certa. Somos muito diferentes em tudo. E uma hora isso não ia dar certo. Os opostos não se atraem. A nossa última conversa foi definitiva. Se tem uma coisa que não admito é preconceito e machismo. As pessoas devem ser respeitadas independentes da sua opção de vida.
 Por muito tempo fui excluída por gostar e pensar diferente das pessoas de uma cidade interiorana. Sempre quis as coisas mais além. E passei por vários obstáculos, mas nunca deixei meus princípios. E superar esse sentimento foi o mais difícil. Nunca chorei tanto  por alguém. Por sentimento que queria arrancar de qualquer jeito. Deixei muitas pessoas passarem porque meu coração não tinha espaço.
 O reencontro foi único. Queria que o mundo parasse naquele instante. Minha última chance. Mas logo depois a decepção. Não era como havia imaginado, existia uma  3ª pessoa entre nós.  Uma coisa que admiro é a sinceridade, mesmo que doa, mas seja sempre verdadeiro. Nenhum sentimento se sustenta a base da mentira, e uma hora tudo desmorona.
 Enxergo as coisas como são, e não tento imaginar algo que não existe. Assim fiz, encarei o fato exatamente como era. E percebi que por todos esses anos amei algo que não existia. Criei um perfil do meu jeito, bem diferente do encontrado.  Pela segunda vez a vida me deu a oportunidade de viver esse amor. Agora mais madura e consciente das minhas atitudes. Enxergando a realidade, sem imaginação. Disse não porque o sim representava por fim a tudo o que tinha conquistado.
Hoje, consegui superar esse obstáculo. Tenho boas lembranças, mas só.  Percebi que passou tudo de uma ilusão. Enfim,  LIVRE .

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Medo

Medo do primeiro passo.
De escuro.
De ficar sozinho.
De ser abandonado.
De não ser amado.
De apaixonar-se.
De Morrer.
 De sofrer.
De de errar.
 De ferir o outro.
De cair.
De duvidarem do seu caráter.
De perder as pessoas que ama.
De tropeçar nas esquinas da vida.
De tudo passar de uma ilusão.
De escolher a profissão errada.
De arriscar.
De amar e não ser amado.

O ser humano possui dentro de si todos esses medos que precisam ser superados. Viver é saber lidar com os medos, e fazer deles  obstáculos a ser vencidos. Viver é arriscar-se SEMPRE.

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." (William Shakespeare)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ser gentil não custa nada

                         
    Gentileza é uma coisa simples de ser praticada, mas que poucos fazem. No ônibus é mais difícil ainda de ser encontrada. Todos os dias encontramos pessoas de todos os tipos e de vários lugares. As histórias se cruzam diariamente, mas raramente são compartilhadas.
   O que me fez escrever sobre esse tema foi a atitude de um jovem.  Estava no ponto de ônibus quando uma senhora se aproximou. Todos os lugares estavam preenchidos, o jovem levantou-se rapidamente e cedeu o lugar. Ando de ônibus todos os dias e raras são as pessoas que cedem os lugares. Imagine em um ponto de ônibus.
  Para melhorar o convívio entre as pessoas resolvi criar o estatuto da gentileza:
1)    Nunca entre no ônibus sem que todos os passageiros tenham descido.
2)    Faça uma fila organizada para que todos entrem com segurança.
3)    Os passageiros sentados, nunca deixem os que estão em pé com as mãos ocupadas, pois dificulta o equilíbrio.
4)    Quando pisar no pé ou cair sobre as pessoas peça desculpas
5)    Agradeça as pessoas que seguraram seus objetos.
6)    Os DJ de ônibus usem o fone, pois ninguém é obrigado a ouvir seu repertório musical.
7)    Aos motoristas: procurem transportar os passageiros com segurança. Tendo cuidado, principalmente, nas curvas para que eles não sejam jogados pelas janelas.
8)    Não deixe com que os passageiros fiquem como sardinhas enlatadas. Elas devem ter um espaço mínimo para se movimentarem dentro do veículo.
9)    Os cobradores informem educadamente aos passageiros quando tiverem dúvidas.
10)  Siga o exemplo do Profeta Gentileza e ponha em prática os itens acima, assim será uma pessoa melhor. E as pessoas ao seu redor também irão agradecer..

sábado, 27 de novembro de 2010

O que seria do homem se não fosse os sonhos?

Senti uma vontade muito grande de falar dos sonhos e como as pessoas se agarram a eles. Hoje o meu dia foi de sonhos, não os meus. Sonhos de pessoas que há um dia atrás eram desconhecidas, e agora insistem  não sairem da minha cabeça.

 Os rostos com expressões triste e felizes marcavam as etapas superadas para a conquista de algo tão desejado. O que são os sonhos? O sentido da vida. Sonhar é acreditar que algo pode ser mudado, e que as coisas acontecem como um grande círculo. Nada é para sempre, tudo é efêmero. O sonho  é a base em que nos agarramos para conquistar algo.

Não tenho medo em dizer que sou uma sonhadora. Agarro-me nos sonhos, pois neles encontro o sentido da vida.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A culpa é do estrategista

                             
   Qual mulher resiste à liquidação? Além de consumir parece um telefone sem fio. Espalha para as suas companheiras os produtos em liquidação. O estabelecimento vira uma confusão de mulheres a procura dos produtos em liquidação.
  Barulho de música natalina. Crianças correndo na seção de brinquedos. Mulheres a procura dos menores preços. É nesse cenário que começa o calvário. A fila dá três voltas antes de chegar ao caixa.
  As mercadorias são pensadas pelo estrategista para conduzir os clientes a consumirem os produtos disponibilizados durante o trajeto do caixa. Bebidas, guloseimas, chocolate, e petiscos são os produtos preferidos do estrategista.
  As tentações ficam expostas aos seus olhos. Enquanto isso, a fila anda lentamente.  O calvário parece não ter fim. A fome começa a fazer parte desse espaço. E o psicológico já não resiste com rigidez.
  Você já está no seu limite, quase comprando aquelas coisas deliciosas, e se depara com as propagandas. O estrategista parece ter feito todo o percurso e percebeu que as propagandas é uma arma poderosa para convencer. E principalmente quando as frases estão no imperativo.  Esta na metade do percurso e aparece a frase bem legível: “Duvido você resistir”. Começa agora uma luta psicológica.
   Tenta desviar o olhar, mas não consegue só vê aquela propaganda e um monte de chocolate embaixo. Tudo é cronometrado pelo estrategista. O seu psicológico está por um fio, e a fila não anda. Ele pensa em cada detalhe do calvário. Corredores entupidos de chocolate, bebidas e comidas deliciosas. Até a geladeira fica com a porta para dentro do corredor, e pior, com bebidas geladas.
  Prestes a chegar ao caixa. Conseguiu cumprir todo o trajeto. Superou todas as tentações. O estrategista em algum lugar abre o sorriso. O cliente chegou ao ponto crítico, pensa que resistiu a tudo quando na verdade deixa a sua arma fatal para o fim. Elas chegam até as revistas de novela. Começam a folhear desesperadas para saber alguma novidade sobre os famosos. Mas a revista que mais interessa está lacrada. A alternativa é levar para casa.
  Trabalho cumprido. O estrategista está satisfeito. E as mulheres que vão ao supermercado para comprar alguns itens, acabam extrapolando na sua lista de compras. E não precisou perder tempo procurando os produtos. Estavam bem ali ao alcance de todos.
  E quando o marido reclamar no fim do mês, pode dizer que a culpa é do estrategista.